A APLB-Sindicato – Regional Norte, juntamente com suas
Delegacias e Núcleos Sindicais, realizou, na cidade de Jacobina/BA, nos dias 25
e 26 de agosto, o Conselho da Regional, importante espaço de debate, reflexão e
construção coletiva acerca dos desafios enfrentados pelos trabalhadores e
trabalhadoras da educação e da necessidade de fortalecer a organização sindical
e a participação política da categoria.
O encontro teve como pauta os seguintes temas:
1. O adoecimento dos trabalhadores e das trabalhadoras
da educação: causas, consequências e estratégias de prevenção e intervenção;
2. Comunicação Sindical na Era Digital: desafios das
redes sociais, enfrentamento à desinformação e potencial de mobilização
política e sindical;
3. Movimento “Mais Educação na Política”: perspectivas,
objetivos e implicações para o fortalecimento da organização sindical e da
participação política da categoria;
4. Conjuntura Política Educacional: os desafios da
organização sindical diante do cenário político atual;
5. Conferência de Conjuntura Política: análise da
conjuntura política brasileira e perspectivas para o processo eleitoral de
2026;
6. Painel das Delegacias e Núcleos: com o tema “Engajamento
político na perspectiva do projeto de classe nas eleições de 2026”.
7. Os desafios do PL 2531: que tem como
pauta a aprovação do Piso Nacional aos Profissionais da Educação – Funcionários
de Escola – foi um dos temas das mesas, em que foi discutida a falta de apoio
dos professores e a importância da união da classe trabalhadora em torno do
apoio conjunto e incondicional aos servidores não docentes. A APLB-Sindicato se
comprometeu com a pauta, devendo definir estratégias de mobilização e apoio aos
colegas.
Durante o Conselho, os trabalhadores e trabalhadoras
da educação debateram os desafios impostos à classe trabalhadora diante do
avanço de políticas de orientação neoliberal em diferentes partes do mundo, bem
como seus possíveis impactos sobre os direitos sociais, trabalhistas e
educacionais. Nesse contexto, destacou-se a necessidade de ampliar a
organização da categoria e fortalecer sua capacidade de intervenção nos espaços
de decisão política.
Outro tema de grande relevância foi o adoecimento
dos trabalhadores da educação, discutindo-se suas principais causas,
consequências para a vida profissional e pessoal dos trabalhadores e a
necessidade de implementação de políticas públicas voltadas à prevenção, à
promoção da saúde e à melhoria das condições de trabalho. O adoecimento não
pode ser compreendido como uma questão individual, mas como um fenômeno que
também está relacionado às condições concretas de trabalho, à sobrecarga
profissional, à desvalorização e à ausência de políticas efetivas de proteção
aos trabalhadores.
Também foram analisados os desafios impostos pelas redes
sociais e pela disseminação da desinformação, fenômenos que interferem
diretamente na sociedade e, particularmente, no processo educacional. Nesse
cenário, torna-se fundamental que os trabalhadores da educação estejam
preparados para enfrentar a desinformação, defender a ciência, o conhecimento e
a educação pública e ampliar sua capacidade de comunicação e mobilização junto
à sociedade.
A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA
Um dos principais pontos de reflexão do Conselho foi a
necessidade de ampliar a representação política dos trabalhadores da
educação nos espaços institucionais de poder, especialmente na Assembleia
Legislativa e no Congresso Nacional.
A educação pública, os direitos dos trabalhadores, a
valorização profissional, a melhoria das condições de trabalho e a defesa de
uma escola pública, democrática, inclusiva e socialmente referenciada dependem,
também, de decisões políticas. Por isso, não basta aos trabalhadores
reivindicar seus direitos apenas nos espaços de negociação e mobilização
sindical; é fundamental ocupar os espaços onde as leis são discutidas,
construídas e aprovadas.
A ausência de representantes comprometidos diretamente
com as pautas da educação e da classe trabalhadora nesses espaços de poder
constitui um importante desafio para o movimento sindical. A política
institucional é também um espaço de disputa de projetos de sociedade e,
consequentemente, de disputa pelos rumos da educação pública.
Nesse sentido, ter representantes da própria
categoria nos espaços legislativos significa ampliar a capacidade de defesa dos
interesses dos trabalhadores e transformar as reivindicações da categoria em
proposições, projetos e políticas públicas.
Foi nessa perspectiva que o Conselho debateu o
Movimento “Mais Educação na Política”, compreendendo a participação
política como instrumento de fortalecimento da classe trabalhadora e de defesa
da educação pública.
Durante o encontro, foi manifestado consenso em torno
do apoio ao diretor licenciado da APLB-Sindicato, Professor Rui Oliveira,
que colocou seu nome à disposição do projeto “Mais Educação na Política”,
como candidato a Deputado Estadual.
A proposta foi apresentada não como um projeto de
caráter meramente pessoal, mas como uma iniciativa política que busca
fortalecer a presença dos trabalhadores da educação nos espaços institucionais
de decisão. Trata-se da defesa de um projeto de representação comprometido com
a educação pública, com a valorização dos profissionais da educação, com a
democracia e com os interesses da classe trabalhadora.
ELEGER UM REPRESENTANTE É FORTALECER A EDUCAÇÃO
A eleição de um representante oriundo da educação e
comprometido com as pautas da categoria deve ser compreendida como uma decisão
política coletiva. Os trabalhadores da educação constituem uma parcela
significativa da sociedade e possuem legitimidade para ocupar os espaços de
representação política.
Não é coerente que uma categoria profissional tão
numerosa e tão importante para a construção da sociedade permaneça sem
representação efetiva nos espaços onde são definidas políticas que interferem
diretamente em sua vida profissional e nos rumos da educação pública.
Por isso, é necessário superar a lógica de votar em
candidatos que, durante o processo eleitoral, apresentam diferentes propostas,
mas que, posteriormente, não assumem compromisso efetivo com a educação, com a
valorização profissional e com os interesses da classe trabalhadora.
A representação política não pode ser compreendida
apenas como uma escolha individual; ela precisa ser construída a partir de um
projeto coletivo de classe.
Se os trabalhadores desejam políticas públicas que
contemplem suas necessidades, precisam também participar ativamente da
construção dessas políticas, inclusive ocupando os espaços institucionais de
poder.
É chegada a hora de os trabalhadores da educação terem
voz, vez e representação na Assembleia Legislativa. É preciso
compreender que a eleição de um representante comprometido com a categoria
depende da consciência política, da organização e da participação de cada
trabalhador e trabalhadora.
O desafio colocado para 2026 é, portanto, transformar
a força da categoria em participação política, organização e representação
institucional. A educação precisa estar presente nos espaços onde as
decisões são tomadas, e os trabalhadores precisam ter representantes que
conheçam sua realidade, defendam suas pautas e estejam comprometidos com a
construção de uma escola pública democrática, de qualidade, inclusiva e
socialmente referenciada.
Eleger um representante dos trabalhadores da educação
significa ampliar a voz da categoria, fortalecer a luta sindical e garantir que
as pautas da educação estejam presentes nos espaços de poder.
A representação política da categoria não deve ser
vista como um favor ou como uma concessão, mas como uma conquista construída
pela organização, pela consciência crítica e pela participação coletiva dos
trabalhadores da educação. Essas são as fundamentações que justificam o Projeto
“Mais Educação na Política” e o nome do professor Rui Oliveira,
licenciado, como representante da categoria.




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