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APLB e o Poder Público discutiram pautas da educação em reunião realizada nessa
quinta-feira (12/02). Na oportunidade, foi discutido o reajuste do Piso do
Magistério de 5,4%, o sindicato pleiteou um reajuste correspondente à correção
da inflação. O prefeito Arnaldo de Oliveira (Arnaldinho) justificou que este
ano não seria possível fazer o que foi feito nos anos anteriores, quando foi
concedido reajuste acima do índice nacional. Como em todos os anos, a APLB fez
o impacto da folha e realmente a margem para um reajuste superior ao índice do
reajuste nacional ficou difícil. Principalmente com a entrada dos professores
concursados que passam a fazer parte do quadro do magistério. Mas ficou acordado que o reajuste de 5,4%
será implantado na folha de fevereiro, retroativo ao mês de janeiro.
Durante
a jornada pedagógica e posterior a mesma, a diretoria da APLB foi procurada por
alguns professores aprovados e empossados do concurso realizado em janeiro de
2026, buscando esclarecimentos acerca da lotação e da distribuição da carga
horária. Foi também realizada uma reunião virtual solicitada por um coletivo
desses professores, que trouxeram muitas inquietações.
Os
professores do quadro também buscaram esclarecimento e o entendimento da APLB
com relação à determinação da Secretaria de Educação em definir a sexta-feira à
tarde como dia a ser cumprido a Reserva Técnica (AC), para todos os
professores, independentemente do turno de atuação de trabalho do professor.
Outro questionamento muito forte foi a definição de duas horas de almoço para
os professores das creches. Essa semana, com o início das aulas, muitos
profissionais procuraram o sindicato por estarem inseguros com relação à carga
horária. Houve também, por parte dos servidores, o questionamento da falta de
autonomia das unidades escolares.
Todas
essas situações, entre outras, levaram a APLB a solicitar uma reunião em
caráter de urgência com a administração, a qual foi realizada no dia de hoje.
Para a APLB, os professores aprovados precisam ser lotados conforme edital do
concurso, bem como cumprir sua jornada de trabalho.
No
tocante ao AC na sexta-feira à tarde, para o sindicato essa condição não
constitui obrigatoriedade de participação para os professores de 20 horas que
trabalham no matutino ou no noturno. Havendo negociação entre os trabalhadores
e o poder público, essa participação deverá ser possível. Caso contrário, os
mesmos terão que cumprir o horário da reserva técnica no seu turno de trabalho.
Com relação ao horário de almoço, o que está garantido por lei é uma hora de
almoço, as duas horas necessitam ser negociadas com os trabalhadores.
No
final da reunião, o professor Ronaldo protocolou a proposta do Programa do
Projeto que trata do Bem-Estar em Ação, cuja missão é promover um ambiente
educacional saudável e sustentável que fomente o bem-estar, a qualidade de vida
e o desenvolvimento profissional de todos os servidores.
A
APLB defende a ampla negociação com os trabalhadores, na construção de uma
pauta participativa e coletiva na tomada de decisões.